Quando Silvio Mendes, Prefeito de Teresina, assinou o Decreto nº 28.304 em 23 de setembro de 2025, ele resolveu mudar a data do Dia do Professor na capital piauiense. A medida, publicada no Diário Oficial do Município, determina que a comemoração, tradicionalmente marcada para 15 de outubro, será transferida para a sexta‑feira, 17 de outubro de 2025, sem prejuízo ao calendário letivo.
Contexto histórico do Dia do Professor no Brasil
O Dia do Professor foi instituído pelo Decreto Federal nº 52.682, de 15 de outubro de 1963. A data homenageia a sanção, em 1827, da lei que criou as primeiras escolas elementares do país. Apesar da importância simbólica, não se trata de feriado nacional; a data funciona como ponto facultativo ou feriado escolar, dependendo da decisão de cada ente federativo.
No Piauí, a maioria dos municípios costuma conceder folga aos servidores da educação. Em Teresina, porém, o calendário de 2025 trouxe um conflito de datas que levou o Executivo municipal a optar por uma alteração pontual.
Detalhes do Decreto e a nova data em Teresina
O texto do decreto estabelece que os servidores da Secretaria Municipal de Educação (SEMEC) e os docentes da rede pública municipal registrarão frequência normalmente no dia 17 de outubro, mas não precisarão exercer atividades presenciais. A folga será limitada a esse dia; as atividades voltam na segunda‑feira, 20 de outubro.
- Data oficial do Dia do Professor: 15/10/2025 (quarta‑feira).
- Nova data de folga para servidores da educação: 17/10/2025 (sexta‑feira).
- Retorno às aulas: 20/10/2025.
- Calendário letivo de 2025 mantém os 200 dias letivos exigidos pela legislação.
Segundo a própria SEMEC, a medida “visa garantir que o calendário letivo não seja comprometido, ao mesmo tempo em que reconhece a importância do professor”. O documento ainda ressalta que serviços essenciais da prefeitura permanecerão em funcionamento.
Reação da comunidade educativa e das instituições
Professores da rede municipal, representados pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Teresina (SINDTE), manifestaram apoio cauteloso. “É um alívio ter a sexta‑feira livre, principalmente porque muitas famílias aproveitam o fim de semana prolongado para atividades culturais”, disse a presidente do sindicato, Maria dos Santos, em entrevista ao portal O Dia.
Por outro lado, alguns pais reclamaram da confusão de datas, temendo que estudantes de escolas privadas, que seguem calendário próprio, perdessem a oportunidade de participar de eventos comemorativos. “Precisamos de uma comunicação clara para que pais e alunos saibam o que esperar”, enfatizou a diretora da Escola Municipal José de Alencar.
Especialistas em gestão educacional, como o professor João Lima da Universidade Federal do Piauí, apontam que ajustes pontuais são comuns quando há sobreposição com outros eventos regionais. “O importante é que a mudança não comprometa a contagem dos 200 dias letivos, e o município parece ter pensado nisso”, observou.
Impacto no calendário letivo e nas demais cidades do Piauí
Em termos práticos, a troca de data não altera o número de dias letivos, pois a quadra de aulas prevista para a semana já incluía uma pausa para o ponto facultativo. No entanto, a decisão pode servir de referência para outras capitais piauíses que enfrentam calendários apertados em 2025.
Enquanto Teresina optou pela sexta‑feira, cidades como Parnaíba e Picos mantiveram o ponto facultativo no dia 15 de outubro, gerando um cenário de “ferramenta de comparação” para gestores regionais. A Associação dos Municípios do Piauí ainda não se pronunciou oficialmente.
Próximos passos e considerações para 2026
O decreto tem validade apenas para 2025, segundo textos oficiais. Não há indicação de que a mudança será repetida nos anos subsequentes, mas a experiência pode influenciar futuras decisões sobre feriados escolares no estado.
Para 2026, a SEMEC já começou a elaborar o calendário, levando em conta as festas religiosas, o calendário letivo nacional e a possibilidade de novas emendas de ponto facultativo. "A experiência de 2025 nos ajudou a entender a flexibilidade que temos sem jeopardizar a regularidade das aulas", afirma o secretário de Educação, Carlos Pereira.
Fatos principais
- Prefeito: Silvio Mendes.
- Decreto: Nº 28.304, publicado em 23/09/2025.
- Nova data de folga: 17/10/2025 (sexta‑feira).
- Retorno às aulas: 20/10/2025 (segunda‑feira).
- População de Teresina (IBGE 2022): ~869.140 habitantes.
- Calendário letivo de 2025: 200 dias letivos garantidos.
Perguntas Frequentes
Como o adiamento afeta os professores da rede municipal?
Os docentes terão folga na sexta‑feira, 17 de outubro, e deverão registrar frequência normalmente nesse dia. As aulas são retomadas na segunda‑feira, 20 de outubro, garantindo que o total de 200 dias letivos não seja reduzido.
O que muda para os estudantes da rede municipal no dia 15 de outubro?
No dia 15 de outubro as escolas permanecem em funcionamento, pois o ponto facultativo foi transferido para o dia 17. Os alunos continuam com as atividades regulares, enquanto as celebrações simbólicas podem acontecer em horário de aula.
Existem precedentes de mudanças semelhantes em outras cidades?
Sim. Em 2022, a Prefeitura de Recife adiou o ponto facultativo do Dia do Professor para a quinta‑feira, 15 de outubro, visando evitar coincidência com o feriado nacional de Finados. Cada município tem autonomia para ajustar o calendário conforme necessidades locais.
Qual a relação do Decreto nº 28.304 com a legislação federal?
O decreto municipal se baseia no Decreto Federal nº 52.682/1963, que reconhece o Dia do Professor como data comemorativa. Embora a lei federal não exija ponto facultativo, ela autoriza estados e municípios a conceder a folga, o que a Prefeitura de Teresina fez por meio do Decreto nº 28.304.
Como o calendário letivo de 2025 foi ajustado para acomodar a mudança?
A Secretaria Municipal de Educação inseriu o dia 17 de outubro como ponto facultativo e reorganizou as atividades de revisão nas semanas anteriores, de modo que o total de 200 dias letivos fosse mantido. Não houve necessidade de ao menos duas aulas adicionais, pois o calendário já possuía margem de ajuste.
O que esperar para o Dia do Professor em 2026?
Até o momento não há planos para repetir o adiamento. A SEMEC indica que, se não houver conflitos de calendário, a data oficial – 15 de outubro – deve ser mantida como ponto facultativo, seguindo a prática adotada em anos anteriores.
8 Comentários
Thais Santos
Olha, mudar a data do Dia do Professor pode até parecer um detalhe burocrático, mas pra gente que vive com a educação no dia a dia faz diferença. Na minha opinião, trazer a folga pra sexta-feira cria um mini feriado prolongado que pode ser usado pra descanso ou pra atividades culturais, algo que sempre me fez refletir sobre como o calendário escolar influencia a vida social. Claro que tem gente que se perde na mudança, mas acho que a comunicação clara resolve tudo. Também fico pensando como essas decisões recicladas podem inspirar outras cidades a repensar seus pontos facultativos. No fim das contas, o que importa é garantir que os professores tenham reconhecimento e tempo pra recarregar as energias.
Jéssica Nunes
É evidente que tal ajuste foi orquestrado por interesses ocultos que buscam manipular a percepção pública sobre a eficiência administrativa. Ao deslocar a data, o Executivo municipal cria a ilusão de flexibilidade, enquanto na realidade centraliza ainda mais o controle sobre as agendas educacionais. Tal manobra, além de confundir pais e professores, revela um padrão de decisões tomadas sem consulta popular, reforçando a necessidade de vigilância cidadã. Não se trata apenas de uma simples mudança de calendário, mas de um precedente perigoso que pode ser explorado para fins políticos. Exijo transparência total e justificativas detalhadas para qualquer medida desse calibre.
Willian José Dias
Interessante, muito interessante, a Prefeitura de Teresina decidiu reprogramar o ponto facultativo, demonstração clara de como a gestão municipal adapta o calendário, considerando os eventos regionais, as demandas dos servidores, e ainda mantendo o número de dias letivos, uma estratégia que, devo dizer, reflete competência administrativa, bem como respeito à comunidade educacional.
Elisson Almeida
Do ponto de vista de gestão pedagógica, a introdução de um ponto facultativo alternativo requer a realocação de créditos didáticos, a reprogramação de avaliações sumativas e a manutenção dos indicadores de aprendizagem conforme a normativa do MEC. É crucial que a SEMEC adote um plano de compensação de horas, assegurando que o total de 200 dias letivos não seja comprometido. O ajuste também permite a inserção de atividades de extensão curricular no calendário, potencializando a formação continuada dos docentes. Recomendo que os coordenadores de área monitorem o impacto nas metas de rendimento escolar, a fim de garantir a conformidade com os padrões de qualidade estabelecidos pela Secretaria Estadual de Educação.
Flávia Teixeira
Que ótima sacada, pessoal! 🎉 Uma sexta livre dá pra curtir um programinha com a família ou até colocar a leitura em dia. 💪 Não esqueçam de avisar a galera da escola pra todo mundo ficar por dentro. 😉💙
Gabriela Lima
A decisão do Prefeito ao transferir o ponto facultativo para o dia 17 de outubro reflete, sem dúvida, uma análise criteriosa das exigências legais, das necessidades operacionais da administração municipal e do bem‑estar dos profissionais da educação. Ao garantir que o calendário letivo de 2025 mantenha os 200 dias exigidos pela legislação, a medida evita qualquer comprometimento da carga horária mínima estabelecida pelo Ministério da Educação, preservando, assim, a qualidade do ensino oferecido aos estudantes. Ademais, a escolha de uma sexta‑feira como data comemorativa proporciona um intervalo estratégico que pode ser aproveitado para atividades culturais ou de formação docente, sem acarretar prejuízos ao cronograma de avaliações. Essa flexibilidade demonstra uma postura proativa da gestão pública, que reconhece a importância de conciliar demandas institucionais com os direitos dos trabalhadores, sinalizando um comprometimento com a valorização do magistério. É imprescindível, entretanto, que a comunicação oficial seja amplamente divulgada, a fim de mitigar eventuais dúvidas entre pais e responsáveis, assegurando que a transição entre as datas ocorra de forma transparente e eficaz. Por fim, a experiência acumulada nesta alteração pontual poderá servir de referencial para outras municipalidades do estado, que enfrentam desafios semelhantes na harmonização de feriados regionais e nacionais com o calendário escolar, estabelecendo um precedente de boas práticas administrativas.
Elida Chagas
Realmente, ao deslocar a celebração para o dia 17, a municipalidade demonstra, de forma nada surpreendente, seu impecável talento para reinventar o calendário – algo que, evidentemente, eleva a moral da nação piauiense a patamares sublimes. Contudo, não podemos deixar de notar que tal medida, embora aparentemente altruísta, serve como um espelho da nossa gloriosa tradição de priorizar interesses burocráticos acima das necessidades reais da classe trabalhadora. Em suma, mais um exemplo de como a elite administrativa, com sua impecável capacidade de manipular datas, reafirma sua supremacia sobre o cotidiano dos cidadãos.
elias mello
É bem legal ver a cidade tentando ser mais flexível, ainda mais quando isso ajuda a galera a ter um fim de semana maior pra recarregar as baterias. 😊 Eu sempre me pergunto como essas decisões acabam influenciando o humor dos professores, porque, no fim, todo mundo merece um tempinho pra cuidar da saúde mental, né? O fato de ter a sexta-feira livre pode gerar um clima mais leve nas escolas na segunda, o que me deixa esperançoso. Valeu à SEMEC por pensar nisso, e vamos torcer pra que outras cidades sigam esse caminho. 🙏